Country: Mozambique
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Tina Mucavele is a young Mozambican woman, social activist, writer and a mother of one son. She lives in Maputo, Mozambique, after living in Johannesburg for most of her adolescence and early adulthood. Her day job is with rural civil society movements, in an attempt to raise consciousness and provide skills for political participation, monitoring of state budgets and quality of social services. In the city, she works with poets and musicians, and is part of the SEM CRITICA MOVEMENT, a performance space created for free artistic expression. Tina’s poems and short stories are in the editing process, and she hopes to publish a collection of short stories by the end of 2011. Her travels around the African continent, Europe and South America have turned her into a strong Pan-African Citizen, and she loves and advocates for an eclectic African Identity. Tina began seriously writing her poetry in English, given the strong influence of English speaking authors such as Ama Ata Aidoo, Ben Okri, Alice Walker, Ngugi Wa Thiongo amongst other African writers. However, coming back to Mozambique forced her to learn the Portuguese language as a tool to tell the stories that follow her around like friendly ghosts!
Na utopia Na essência utópica de ser humano e nossos corpos quentes juntam-se Ah, irmã mal de mim que deixei para trás é a Frustração de bichas que Mas sempre que a dor Quem dera ao meu ser na utopia
o Amor
nasce e
cresce como
o ar que respiro
e entrelaçam as nossas auras
no chapa cem
e comunicam-se as almas
o bem quer de ser humano
apagando nos corações
angustia cansada de ser vulgar:
já não acontece nada mais
aqui tão longe da utopia sublime
agora é txona, desespero e fome
que machucam minha miúda humanidade
viver neste quintal é uma surreal verdade
o rhale e a bata doce
numa querer ser classificada de
assimilada
civilizada
e agora, do pão já nem o cheiro
e o chapa cem, onde embalávamos
os nossos sonhos ao sol nascer
e nossas fatigas no seu poente
nos fura o bolso tão fundo
que a mão acaricia a perna como
o toque de um amante desdenhado
só dançam para os lados e
nunca para frente,
e nem quem manda
sabe mais p’ra onde a fila anda
imerso num ego porfiado,
anula a bússola do universo
e no seio d’um naufrágio no abismo
tapa furos no barco roto
com os dedos do povo.
se quer tornar palavra
soube-nos a adrenalina do medo
de querer caminhar
sempre
com os pés da alma
ter coragem de viver